Tipologia Argumentativa

A tipologia argumentativa trabalha tem como função principal CONVENCER o interlocutor sobre um determinado ponto de vista. É emitir OPINIÕES sobre o tema.

No nosso dia-a-dia argumentamos o tempo todo. De maneira informal, como queremos convencer sobre nossa visão sobre um fato, ou de maneira formal, como em debates políticos, cartas de reclamação do consumidor, cartas do leitor, artigos de opinião, comentários em jornais e diversas situações que nos exigem um posicionamento com argumentos convincentes.

Verdade e verossimilhança

Visto que argumentar é tentar convencer o outro sobre nossa VERDADE, temos que ter claro o conceito de verdade. Temos que compreender que não existem verdades no mundo e que a verdade é uma CONSTRUÇÃO DISCURSIVA. Em outras palavras, não existe verdade, mas existe a VEROSIMILHANÇA. Verossimilhança é a qualidade daquilo que parece verdadeiro.

Para melhor exemplificar o conceito de verossimilhança podemos imaginar um julgamento. Lá estão os advogados defendendo perante um juiz uma causa. Como o juiz sabe quem está falando a verdade? Pois é, ambos os advogados podem estar com a razão, mas apenas o discurso mais bem construído, ou seja, que parecer verdadeiro, vai conseguir ganhar a causa – provar ser válido.

A tipologia argumentativa tem suas raízes na arte Retórica de Aristóteles. A retórica é a arte do bem falar. Aristóteles pregava que era possível convencer um público sobre uma determinada verdade por meio de uma estrutura.

Joseph Goebbels - Ministro da propaganda nazista.

De fato, vemos até hoje o poder que a argumentação tem para convencer povos. Um bom exemplo é o Nazismo. Joseph Goebbls, ministro da propaganda Nazista, costumava dizer que uma mentira repetida mil vezes torna-se uma verdade autenticada.

Para garantir que nosso interlocutor possa a vir a aderir à tese defendida temos que conhecer bem nosso público alvo, as crenças, opiniões e valores pessoais dele. Assim, podemos escolher os argumentos corretos para assegurar o convencimento do público.

IMPORTANTE: Toda tese, para ser defendida, deve ser polêmica. Deve haver divergência de opiniões (opiniões diferentes).

Estrutura do texto argumentativo

Introdução: Momento em que deixamos claro o tema e a tese (opinião defendida). Deve ser feito de forma afirmativa e objetiva. Exemplo: “O aborto deve ser legalizado”.

Desenvolvimento: Colocamos os argumentos para comprovar a tese. Os argumentos devem responder ao “Por quê?” da tese.  Eles são as provas da opinião e devem vir sustentados por citações, dados estatísticos, experiências pessoais e qualquer outra informação que passe a ideia de veracidade (verdade) para o leitor. As informações que irão sustentar os argumentos devem ser bem escolhidas para que passe credibilidade ao que é dito. É importante, também, que ao colocar os argumentos, façamos isso hierarquizando-os do menos importante ou impactante para o mais importante.

Aristóteles pregava que os argumentos podem ser construídos a partir da imagem do locutor (imagem de quem fala, que passa uma credibilidade ao que é falado), da lógica (as informações usadas para sustentar) ou das emoções (quando mexemos com a emoção/paixão do público). De fato, podemos utilizar os mais variados argumentos dependendo do nosso público, mas para que a argumentação seja feita de forma democrática e não vise a manipulação (que nada mais é que uma forma de coação, violência mental), devemos deixar de lado a sedução das emoções e apelas para a razão.

Conclusão: Retomada do que foi dito ratificando (confirmando) o ponto de vista defendido.

Estratégias textuais

As conjunções, ou articuladores argumentativos, têm o papel de criar relações entre os argumentos e articular as ideias. Elas são importantes para garantir não só a TEXTUALIDADE, mas também a boa construção do discurso, que culminará (resultará) na adesão do público à tese (opinião). É importante conhecê-las e perceber as relações que elas estabelecem para que possamos usá-las como uma estratégia na argumentação.

Outro recurso importante e estratégico são as figuras de retórica ou figuras de linguagem. As principais utilizadas no texto argumentativo são a metáfora e metonímia.

Metáfora: Consiste em retirar uma palavra de seu contexto convencional (denotativo) e transportá-la para um novo campo de significação (conotativa), por meio de uma comparação implícita, de uma similaridade existente entre as duas (sem o uso do termo comparativo “como”). Exemplo: O menino é um touro! (O menino é forte como um touro)

Metonímia: A palavra assume outro sentido que não o literal ou denotativo, por meio de uma associação de sentidos tem como base a contiguidade (e não a similaridade) entre os elementos. Ou seja, é uma analogia por sentidos próximos, relativos. Exemplo: Adoro ler Shakespeare. ( Adora ler os livros de Shakespeare)

Os textos argumentativos podem ser redigidos em 1ª pessoa do plural (nós) ou 3ª pessoa do singular (ele). Se optarmos pela 3ª pessoa, o texto vai passar impessoalidade. Parece que nos distanciamos do texto e cria a impressão de maior credibilidade. No entanto, se optarmos 1ª pessoa, ou também conhecido como plural de modéstia, nós nos aproximamos do leitor e criamos uma maior identificação com ele.

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